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09/05/2019 Comments (0) Design, Feiras Internacionais, Produtos, Sem categoria, Tendência

Tendências iSaloni 2019: A liberdade como inspiração

Publicación disponible en Español al final de la página.

Continuando nossa série de impressões sobre o Salão do Móvel de Milão  2019 – se ainda não viu o nosso primeiro texto falando sobre as novas perspectivas para os espaços, clique aqui -, o assunto da vez são as superfícies e os materiais explorados na produção de móveis e no design de interiores neste ano. O que, aliás, foram alguns dos pontos altos da feira em matéria de tendência e inovação.

E para começar: cores, muitas cores! Essa foi certamente uma das primeiras impressões de todo o time Impress ao adentrar os pavilhões do iSaloni nesta edição. Não por menos. Dos já bastante aclamados tons pastel e tons terrosos até cores bem vibrantes, inclusive destacando-se cores primárias, como nas famosas obras de Mondrian, esse foi, definitivamente, um Salão alegre, vívido e, claro, de muito bom gosto.

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Nesse festival de cores, o laranja – com matizes que iam das mais intensas até próximas do marrom – foi o escolhido pela maioria das empresas para trazer vida e vibração às suas coleções. O cinza, muito celebrado em edições passadas, continua presente, mas de uma forma neutra, como uma alternativa mais leve ao preto, sendo usado em segundo plano.

Percebe-se, ainda, um abandono da estética de uma nuance só e do apelo a ambientes extremamente sóbrios, como vistos em outras temporadas. Não que as paletas básicas tenham desaparecido, mas agora elas vêm acompanhada de cores e vida como o próprio laranja, tons terrosos, os nudes  e os verdes acinzentados.

blog cores

Tendências em materiais

O aspecto multicolor, aliás, chegou também às pedras, que, conforme já vínhamos alertando, é a matéria-prima da vez quando o assunto é superfície. Ostentando uma paleta de cores bastante natural em desenhos orgânicos e movimentados, as pedras estavam em todos os ambientes. Os mármores clássicos (claros e escuros), no entanto, continuam sendo a opção mais comercial de muitas marcas.

PEDRA BLOG

Em tempo, o granilite (revestimento com características da união entre concreto, mármore e granito), que fez muito sucesso entre os anos 40 e 60, e já vinha apontando um retorno ao universo dos interiores há algum tempo, saiu de vez dos pisos e ganhou a ambientação de espaços e a superfície de móveis, especialmente em salas e cozinhas. Assim como os quartzos e as pedras minerais ou reconstituídas.

PEDRA BLOG 2

As madeiras, a exemplo do que já vimos este ano, continuam tendo a função de trazer sensação de aquecimento e conforto aos ambientes, sendo apresentadas em tonalidades quentes, das mais claras às mais escuras, e em variadas estruturas. Seguindo essas características, os revestimentos de nogueira com aspecto natural, por exemplo, traziam desde estruturas sutis e lineares às mais clássicas, com catedrais marcadas e bastante movimento, sendo a variação de padrão mais vista quando o assunto é madeira.

WOOD BLOG 2

Os carvalhos, também muito presentes, extrapolaram o conceito de naturalidade nos espaços, exibindo uma vasta riqueza de detalhes. Os eucaliptos, elmos e algumas madeiras exóticas também tiveram sua vez e foram as escolhas de muitas empresas.

WOOD BLOG

Os materiais metalizados continuam ganhando destaque e sendo utilizados em diversas tonalidades, como variações do dourado, cobres e pratas, além do champagne, do níquel e do bronze, recebendo acabamentos refinados, tais quais o anodizado, o escovado, polido ou brilhante. Por falar em brilho, os revestimentos perluscentes também voltam à tona, como uma aposta bem atual do mercado moveleiro.

METAL BLOG 2

No meio de tantos materiais expressivos, no entanto, os revestimentos híbridos agora aparecem mais neutros e suaves, muitas vezes remetendo a unicolores e mesclando diferentes materiais, como pedras e concretos. Trazendo, assim, mesmo que de maneira sutil, bastante personalidade aos ambientes onde são aplicados.

HIBRIDO BLOG 1

Tudo junto e misturado!

Por falar na mescla de materiais, a mistura entre eles ou entre diferentes padrões de um mesmo material num único móvel ou ambiente é, claramente, uma das tendências mais certeiras (e pulsantes!) do design contemporâneo. Para a feira, grandes marcas apostaram em peças que combinavam até quatro diferentes superfícies, promovendo o casamento entre pedras e madeiras, híbridos e metais, e muitos unicolores.

32650768517_5d3781f349_bFoto: Alessandro Russotti

Movimento que tem tudo a ver com a crescente onda de humanização dos espaços – da qual já falamos bastante por aqui -, em que a única regra é respeitar as individualidades e a personalidade daqueles que desfrutam do espaço. Claro, tudo sempre em consonância com as melhores soluções estéticas e funcionais do momento.

E é justamente atendendo a essa busca pela valorização do indivíduo no processo de criação e ao interesse crescente desses consumidores pelo design – o que se confirma em plataformas cada vez mais populares como o Pinterest e o Instagram -, que o mercado vem investindo de maneira bastante efetiva em pesquisa e inovação para a ampliação da oferta de superfícies e acabamentos. Permitindo, assim, uma maior customização dos produtos, mesmo quando falamos na produção em massa. Afinal, não há nada mais inspirador do que a liberdade de poder escolher o ambiente em que se quer viver!

Tendencias iSaloni 2019: La libertad como inspiración

Continuando nuestra serie de impresiones sobre el Salón del Mueble de Milán  2019 – si aún no ha visto nuestro primer texto hablando sobre las nuevas perspectivas para los espacios, haga clic aquí -, el asunto de la vez son las superficies y los materiales explorados en la producción de muebles y en el design de interiores este año. Lo que, además, fueron algunos de los puntos altos de la feria en cuestión de tendencia e innovación.

Y para empezar: colores, muchos colores! Esa fue ciertamente una de las primeras impresiones de todo el equipo Impress al adentrar los pabellones del iSaloni en esta edición. No por menos. De los ya bastante aclamados tonos pastel y tonos terrosos hasta colores bien vibrantes, inclusive destacando colores primarios, como en las famosas obras de Mondrian, ese fue, definitivamente, un Salón alegre, vívido y, claro, exquisito.

En ese festival de colores, el naranja – con matices que iban de las más intensas hasta cerca del marrón – fue el escogido por la mayoría de las empresas para traer vida y vibración a sus colecciones. El gris, muy celebrado en ediciones pasadas, continúa presente, pero de una forma neutra, como una alternativa más leve al negro, siendo usado en segundo plan.

Se nota todavía, un abandono de la estética de un matiz solo y del apelo a ambientes extremamente sobrios, como vistos en otras temporadas. No que las paletas básicas hayan desaparecido, pero ahora vienen acompañada de colores y vida como el propio naranja, tonos terrosos, los nudes y los verdes grisáceos.

Tendencias en materiales

El aspecto multicolor, de hecho, llegó también a las piedras, que, según ya veníamos alertando, es la materia-prima de la vez cuando el asunto es superficie. Ostentando una paleta de colores bastante natural en dibujos orgánicos y movidos, las piedras estaban en todos los ambientes. Los mármoles clásicos (claros y oscuros), sin embargo, continúan siendo la opción más comercial de muchas marcas.

En tiempo, el granilite (revestimiento con características de la unión entre cemento, mármol y granito), que tuvo mucho éxito entre los años 40 y 60, y ya venía apuntando uno regreso al universo de los interiores hace algún tiempo, salió de vez de los pisos y conquistó la ambientación de espacios y la superficie de muebles, especialmente en salas y cocinas. Así como los cuarzos y las piedras minerales o reconstituidas.

Las maderas, a ejemplo de lo que ya vimos este año, siguen teniendo la función de traer sensación de calentamiento y conforto a los ambientes, siendo presentadas en tonalidades calientes, de las más claras a las más oscuras, y en variadas estructuras. Siguiendo esas características, los revestimientos de nuez con aspecto natural, por ejemplo, traían desde estructuras sutiles y lineales a las más clásicas, con catedrales marcadas y bastante movimiento, siendo la variación de patrón más vista cuando el asunto es madera.

Los robles, también muy presentes, extrapolaron el concepto de naturalidad en los espacios, exhibiendo una vasta riqueza de detalles. Los eucaliptos, yelmos y algunas maderas exóticas también tuvieron su turno y fueron las elecciones de muchas empresas.

Los materiales metalizados continúan ganando destaque y siendo utilizados en diversas tonalidades, como variaciones del dorado, cobres y platas, además del champaña, del níquel y del bronce, recibiendo acabados afinados, tales cuáles el anodizado, el cepillado, pulido o brillante. Por hablar en brillo, los revestimientos perluscentes también vuelven a la tona, como una apuesta bien actual del mercado de muebles.

En medio de tantos materiales expresivos, sin embargo, los revestimientos híbridos ahora aparecen más neutros y suaves, muchas veces remitiendo a unicolores y mezclando diferentes materiales, como piedras y concretos. Trayendo, así, aunque de manera sutil, bastante personalidad a los ambientes en donde son aplicados.

Todo junto y mezclado!

Por hablar en la mescla de materiales, la mezcla entre ellos o entre diferentes patrones de un mismo material en un único mueble o ambiente es, claramente, una de las tendencias más certeras (y pujantes!) del design contemporáneo. Para la feria, grandes marcas apostaron en piezas que combinaban hasta cuatro diferentes superficies, promoviendo el matrimonio entre piedras y maderas, híbridos y metales, y muchos unicolores.

Movimiento que tiene todo a ver con la creciente onda de humanización de los espacios – de la cual ya hablamos bastante por aquí -, en que la única regla es respetar las individualidades y la personalidad de aquellos que disfrutan del espacio. Claro, todo siempre en consonancia con las mejores soluciones estéticas y funcionales del momento.

Y es justamente atendiendo a esa búsqueda por la valorización del individuo en el proceso de creación y al interés creciente de esos consumidores por el design – lo que se confirma en plataformas cada vez más populares como el Pinterest y el Instagram -, que el mercado viene invirtiendo de manera bastante eficaz en investigación e innovación para ampliación de la oferta de superficies y acabados. Permitiendo, así, una mayor customización de los productos, aún cuando hablamos de producción masiva. Al final, no hay nada más inspirador que la libertad de poder escoger el ambiente en que se quiere vivir!

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