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27/06/2018 Comments (0) Design, Tendência

A humanização dos espaços

A tecnologia já está muito presente em nossas vidas e a interferência da indústria em todos os aspectos também não é novidade. Mas estar longe do natural, do verdadeiro, de algo com identidade, definitivamente não é o que desejamos.

Humanização significa encontrar identificação, significado e proximidade. Significa trazer a frente os sentimentos mais verdadeiros e impactantes para nós. Significa prezar pela qualidade de vida e bem-estar, proporcionando relações de convivência humana.

O design não deve ser baseado somente em aspectos estéticos, mas também deve envolver valores sociais e culturais, desenvolvimentos tecnológicos, aspectos psicológicos e ambientais, que tornem os espaços mais humanos e possibilitem a convivência de forma plena.

Humanização como tendência

Apesar de não ser uma tendência nova, no mundo do design, a humanização veio de uma forma mais evoluída em 2018.  

Na Feira de Milão deste ano, muitas marcas ao invés de expor seus produtos na feira e em pavilhões, estavam expondo seus produtos em casas e apartamentos reais. Dessa forma, eles mostravam seus produtos na escala da casa para que a pessoa se sentisse mais próxima daquela realidade. Gerar identificação e trazer emoções ao momento fazem parte deste contexto, onde os detalhes, que são únicos, representam a identidade do ser humano.

Isso vale para materiais também. Uma parede quebrada, manchada, desgastada, por exemplo, faz parte da história do produto e da casa – está integrada na decoração. A decoração está cada vez mais personalizável para que as pessoas possam contar a história que quiserem em suas casas.

A proposta do feito-a-mão / artesanal também faz parte dessa humanização no design. Através desses métodos, você consegue enxergar que tem alguém (um humano) por trás daquele produto. Por exemplo a poltrona que a designer espanhola Patricia Urquiola fez em parceria com a Louis Vuitton (foto), trazendo uma poltrona totalmente industrializada porém com a cara de um produto feito a mão, com tranças de couro que só um artesão poderia fazer, aliando o artesanal com o industrializado.

Poltrona da designer espanhola Patricia Urquiola em parceria com a Louis Vuitton.

Poltrona da designer espanhola Patricia Urquiola em parceria com a Louis Vuitton.

Pessoas e ambientes

O ambiente é uma extensão das pessoas e condiz com a forma que elas habitam, trabalham, convivem e vivem nesse espaço. Pessoas e ambientes não devem ser pensados separadamente, ambos devem fazer parte de um todo. Valores culturais, morais, estilo de vida, e tantos outros aspectos devem ser considerados na concepção de um projeto – único como cada ser humano é.

O designer deve considerar as utilidades do produto bem como as consequências do seu uso para o ser humano. Temos que unir criatividade, estética e o lado humano. Além de garantir que o espaço seja bem aproveitado e funcional, devemos também pensar na experiência das pessoas que passarão por ali.

 

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